A Tribuna não comparece em audiência no Ministério Público do Trabalho

mptMesmo tendo sida adiada à pedido da própria Rede Tribuna, a empresa não enviou nenhum representante à audiência de mediação convocada pelo Ministério Público do Trabalho para a manhã desta segunda-feira, às 10h.

Diante à ausência da empresa, o Sindijornalistas, representado pelo seu coordenador-geral Douglas Dantas e a advogada Amabile Biancardi, reforçou junto ao procurador-chefe Estanislau Tallon Bozi a falta de diálogo da empresa junto ao Sindicato e à categoria, bem como a situação de instabilidade emocional em que os fatos têm gerado em todos os trabalhadores da empresa.

Também aditaram à denuncia, para fazer constar, que além do atraso dos salários, o Sindijornalistas recebeu denúncias do não pagamento do plano de saúde, do vale-transporte e de atraso da primeira parcela do décimo terceiro. Sendo assim, “diante da ausência da empresa e os direitos indisponíveis e as gravidades dos fatos, requer o prosseguimento do feito como denúncia”.

A diretoria do Sindicato entende que a ausência da empresa, juntado ao fato da mesma sequer responder ao ofício e não atender ao pedido do Sindijornalistas de uma reunião com o Superintendente, mostra que a Rede Tribuna não está aberta ao diálogo, sendo assim necessário dar devido prosseguimento às ações jurídicas já protocoladas no próprio MPT e na Justiça do Trabalho. 

Acerto dos atrasados

Após o Sindicato ajuizar uma ação civil pública com pedido de liminar e denunciar ao Ministério Publico do Trabalho (MPT), a Rede Tribuna iniciou na semana passada o acerto do pagamento dos salários, da quinzena e do décimo terceiro atrasados.

Ação na Justiça do Trabalho

O Sindijornalistas já protocolou ação civil pública, com pedido de liminar, na Justiça do Trabalho quanto aos fatos relatados acima e tem cobrado da justiça celeridade na decisão e julgamento da ação.

Plano de Saúde e transporte

A gestão da empresa tem causado constrangimento e colocado inclusive a vida de seus trabalhadores em risco, já que até o plano de saúde, em que os funcionários são co-participantes nos valores, estão atrasados. Um dos jornalistas que denunciou o fato ao Sindicato relatou o constrangimento que passou. “Estava com meu procedimento marcado para ser realizado, que já é difícil conseguir atendimento, quando cheguei para realizar, não me liberaram pelo plano, pois está atrasado. Questionei a empresa no Recursos Humanos por telefone e a orientação era de que voltasse no outro dia. Pediram pra eu dar um jeito”, contou.

Jornalistas também relataram que tiveram dificuldades para ir trabalhar, pois a empresa também não creditou devidamente os valores dos vales transportes.

O Sindijornalistas continuará cobrando das autoridades competentes para que exija da empresa o cumprimento dos direitos trabalhistas, tem tomado todas as medidas legais cabíveis para garantir que os valores em atraso sejam pagos e que a empresa detalhe as ações que estão sendo realizadas para garantir que as infrações à lei não se repitam.