Alunos de jornalismo da Ufes vencem prêmio nacional

imageCom a matéria “Nossas Cláudias, Nossos Amarildos”, publicada na edição especial de agosto no jornal laboratório O Velho Oeste, os estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, Jéssyca Saquetto, Laís Roccio e Rafaela Loiola, sob a orientação do professor Victor Gentilli, venceram o 6º prêmio jovens jornalistas Fernando Pacheco Jordão.

A premiação aconteceu no dia 29 de outubro, às 20h, no Teatro da PUC (Tuca), em São Paulo, durante a solenidade do 36º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Os estudantes e o professor orientador ganharam uma viagem de estudos a Israel para visitar o Museu do Holocausto, em Jerusalém.

“Nossas Cláudias, Nossos Amarildos”

Na matéria, os alunos de jornalismo mostram o assassinato de jovens moradores da periferia de Vitória, tendo como principais suspeitos policiais militares, e a falta de resolução desses crimes e de punição dos culpados das mortes. Na última página do jornal, uma reportagem elucidativa, informativa e até mesmo de resgate histórico, mostra os resquícios deixados pela ditadura após 30 anos de redemocratização no país como, por exemplo, o uso nos inquéritos policiais das expressões: “auto de resistência”; “resistência seguida de morte” e “morte em confronto”. Nomenclatura criada pela ditadura militar que perdura até hoje nos BO’s policiais.

Os alunos da Ufes disputaram o 1º lugar com mais 136 matérias aprovadas para a etapa de avaliação final do prêmio. No total, foram 142 inscrições. Participaram do processo 298 estudantes, 121 professores que orientaram os projetos de seus alunos de 75 escolas de comunicação, representando 16 estados do Brasil. Das cinco escolas de comunicação finalistas, a reportagem dos alunos capixabas foi considerada como o material que mais correspondeu à proposta no contexto do tema do prêmio deste ano que foi “As Heranças do Golpe de 1964”.

Prêmio Vladimir Herzog

O resultado do prêmio jovem jornalista antecedeu a premiação dos profissionais que participaram do 36º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Diretos Humanos, quando foram premiados 17 trabalhos que valorizam a Democracia, a Cidadania e os Direitos Humanos, em oito categorias: artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), fotografia, documentário de TV, reportagem de TV, rádio, jornal, revista e internet. Foram inscritos 503 trabalhos de jornalistas ligados a veículos de comunicação de quase todo país.

O Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foi criado em 1978, numa iniciativa da família Herzog, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Comitê Brasileiro de Anistia, Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Movimentos de Anistia, FENAJ- Federação Nacional de Jornalistas – e Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.

A intenção do prêmio é reconhecer e premiar anualmente jornalistas que, por meio de seu trabalho, contribuem para a promoção dos direitos humanos, cidadania e democracia, homenageando personalidades, profissionais e veículos de comunicação que se destacam na defesa desses valores fundamentais.