Debate sobre mídia capixaba e direitos humanos reafirma defesa da liberdade de imprensa

Na última quarta-feira, dia 24/03, ocorreu o debate "Funções e disfunções da mídia capixaba: Masmorras do Espírito Santo". Participaram da atividade cerca de 50 estudantes da UFES, além de professores universitários e profissionais da área de comunicação. O Sindijornalistas/ES compôs a mesa e reiterou a defesa da liberdade de imprensa.

“A censura sempre existiu nos veículos de comunicação. Em alguns momentos mais explícita, como no caso da ditadura militar, e em outros mais velada, como ocorre atualmente”, explicou Suzana Tatagiba, presidente do Sindijornalistas/ES. Ela ainda defendeu a liberdade de imprensa como direito coletivo de produção e acesso às informações de interesse público e criticou a postura do jornal A Tribuna ao não publicar a coluna de Elio Gaspari que denunciava a situação carcerária no estado.

Para José Rabelo, do Século Diário, “A Tribuna prestou um desserviço à população capixaba” ao não publicar a coluna. No entanto, reiterou que esse fato foi importante para que a situação prisional do ES ganhasse repercussão e obrigasse outros veículos de comunicação, como a A Gazeta, a noticiar com mais freqüência o assunto.

O professor do Departamento de Comunicação Social da UFES, Fábio Malini, que também compôs a mesa do debate, abordou a importância das redes sociais na difusão de informações que não são noticiadas pela grande mídia. “A divulgação pelo twitter possibilitou que a pauta do sistema carcerário entrasse pela porta dos fundos dos veículos de comunicação”, afirmou Malini. Além disso, ele reiterou o importante papel do Sindijornalistas/ES na difusão desse caso pela rede.

O debate foi uma iniciativa do Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFES e teve por objetivo discutir o papel da mídia capixaba na cobertura da violação dos direitos humanos nas penitenciárias capixabas.

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Estudantes, professores e profissionais de comunicação discutem
papel da mídia capixaba