Diretoria executiva se reúne para discutir convenção coletiva dos assessores

Na próxima semana a diretoria executiva do Sindijornalistas irá se reunir para discutir o impasse criado nas negociações com o Sinco, diante da recusa do Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social em aceitar diversas cláusulas propostas na convenção coletiva dos assessores de imprensa.

O Sinco, numa demonstração de desrespeito com o trabalho dos assessores de imprensa, e com a legislação trabalhista dos jornalistas, insiste na proposta de piso salarial de R$ 850,00 para carga horária de seis horas e R$1.359,76 para oito horas, com jornada de segunda a sexta. Além disso, se recusa aceitar outros pontos propostos na convenção coletiva como, contratação de plano de saúde, sem ônus para os jornalistas e dependentes; ticket-refeição no valor de R$ 9,60 ao dia; e pagamento de, no mínimo, R$ 40,00 por lauda de 1400 caracteres em trabalhos freelancer.

Segundo o secretário de Formação Sindical e Estudos Socioeconômicos e Negociação Salarial Júlio Paternostro, o Pater, durante a reunião serão estudadas medidas para acabar com o impasse entre o Sindijornalistas e o Sinco. “Vamos buscar encontrar formas de fazer com que essa situação não perdure por muito tempo e a convenção possa, enfim, sair do papel e se tornar uma realidade no mercado de trabalho”, afirma Pater.

O diretor do Sindijornalistas acredita que a profissão de assessor de imprensa deveria ser mais valorizada diante da importância que essa atividade alcançou nas últimas décadas. “As redações estão cada vez mais encolhidas, já as assessorias de imprensa são um nicho de mercado. Assim como nas redações, onde o profissional faz várias atividades ao mesmo tempo, como apurar, redigir e fotografar, nas assessorias de imprensa a demanda de trabalho também é muito grande”, explica Pater.

O Sindijornalistas se mantém firme na defesa da categoria. Por isso, não desiste da luta pelo piso salarial de R$ 1.265,00 para a carga horária de cinco horas diárias de trabalho e R$ 2.227,00 para sete horas diárias. Além disso, o sindicato não abre mão de uma de suas grandes bandeiras, que é a contratação de jornalistas diplomados.

Reunião em Brasília

Aproveitando a reunião de planejamento da nova diretoria da Fenaj, neste final de semana em Brasília, os diretores do Sindijornalistas Douglas Dantas e Gláucia Louriato estiveram reunidos com membros da executiva da Fenaj para discutir o impasse criado nas negociações com o Sinco. Os diretores da Federação têm o mesmo posicionamento da direção do Sindijornalistas-ES que é a garantia dos direitos já conquistados em lei e nas demais convenções que regem o mercado do jornalismo no Espírito Santo.

“Pelo entendimento dos nossos diretores e da nossa Federação, aceitar a proposta do Sinco é validar a precarização da profissão. Ainda estamos negociando, mas caso não se chegue a um acordo, outras alternativas foram levantadas como, por exemplo, mediação na Superintendência Regional do Trabalho, intensificação da fiscalização da própria SRT nas assessorias e, por fim, ajuizar ações trabalhaistas a partir das irregularidadesapuradas, afirma Suzana Tatagiba, presidente do Sindijornalistas-ES.