Fenaj e Sindicatos apresentam propostas para reforma curricular

Com significativa presença de dirigentes da FENAJ, dos Sindicatos dos Jornalistas de Pernambuco e de Alagoas, da Abracom e da Associação Brasileira de Televisões Universitárias, realizou-se na sexta-feira (24/4), na Universidade Católica de Pernambuco, a segunda audiência pública da Comissão de Diretrizes de Jornalismo do MEC. A comissão está discutindo novas diretrizes curriculares para o ensino e os cursos de Jornalismo no País.

Profissionais, professores e estudantes de Jornalismo também estiveram presentes ao auditório G4 da Unicap. A grande ausência da audiência foi a da representação patronal da grande mídia. Nem a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) nem a Associação Brasileiras das Empresas de Rádio e TV (Abert) se fizeram presentes para expor suas posições e debater com os demais interessados.

O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, apresentou à Comissão de Especialistas do MEC as contribuições às novas diretrizes curriculares do Jornalismo, falando em nome da Federação e seus sindicatos, com base nas deliberações da categoria sobre o perfil, competências, tipo e duração dos cursos de Jornalismo. Os representantes da Abracom, ABTU e Enecos igualmente apresentaram suas sugestões, assim como professores da Unicap e da UFPE, profissionais e estudantes.

A segunda audiência pública do Ministério da Educação foi destinada a ouvir e conhecer sugestões e posições do segmento profissional, sindicatos de jornalistas, representantes de mídias, professores e pesquisadores e demais componentes do mercado de trabalho do Jornalismo.

A mesa foi composta pelo presidente da Comissão de Especialistas do MEC, jornalista e professor José Marques de Melo, o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e também membro da comissão, Alfredo Eurico Vizeu Pereira Junior; Eduardo Barreto Vianna Meditsch, da Universidade Federal de Santa Catarina; Luiz Gonzaga Motta, da Universidade de Brasília; Manuel Carlos da Conceição Chaparro, da Universidade de São Paulo; e Lúcia Maria Araújo, do Canal Futura.

A cobertura on-line foi realizada por estudantes de Jornalismo do Departamento de Comunicação da UFPE. A terceira e última audiência está marcada para o dia 18 de maio, em São Paulo.

Desrespeito

Para o presidente da FENAJ, a ausência de representações de duas das principais entidades patronais do Jornalismo – ANJ e Abert – demonstrou um desrespeito ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela Comissão de Especialistas do MEC na revisão das diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Ele associou tal ausência à postura patronal contrária à exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão. “Além de serem contra o diploma, o não-comparecimento dos empresários a uma audiência que tinha como principal objetivo debater com representantes do mercado de trabalho, deixou a impressão de que também são contra a formação universitária”, disse.

Em defesa do diploma

Para Valci Zuculoto, da Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação Profissional dos Jornalistas, assim como o debate sobre a revisão das diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo, questões como a valorização da profissão e a liberdade de imprensa são fundamentais para assegurar o direito da sociedade à informação com qualidade. Ela destaca que é orientação da Coordenação da Campanha que essa luta se expresse também em dois importantes momentos dos próximos dias. “Para fortalecer nosso trabalho de sensibilização do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso que questiona o diploma, já orientamos para que os apoiadores da campanha incluam esta luta também nas manifestações do 1º de Maio e no dia 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa”, disse.

Com informações do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco

Site: FENAJ