Jornalistas querem aumento real e auxílio alimentação

A assembléia de discussão da pauta de reivindicações que será apresentada aos patrões, definiu que a luta dos jornalistas, na Campanha Salarial de 2008, terá como meta aumento real nos salários e a concessão do tíquete alimentação/refeição. 

A pauta será entregue até o dia 22 de abril. E nela, além de dezenas de outras reivindicações, duas são muito importantes: aumento real e a implantação pelas empresas de comunicação do Programa de Saúde do Trabalhador para a concessão do auxílio alimentação (tíquete).  

Para o sindicato, reposição da inflação é inegociável, uma vez que ela deve ser feita automaticamente na data base. Repor o que a inflação comeu dos salários é uma obrigação da empresa, uma vez que ela ajusta seus preços e recupera essas perdas. Portanto, é repassar aos salários, que também ficaram defasados.

Perda Salarial
A perda salarial dos salários dos jornalistas entre o período de 1º de maio de 2007 e 30 de abril de 2008, segundo os cálculos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), só será divulgado no dia 15 de maio. A previsão de inflação desse período é de quase 6%, já que de maio /2007 a março/2008, o INPC foi de 5,22%. É preciso esperar a inflação de abril/2008 para termos os percentuais que serão aplicados aos salários.

Aumento real
É bom lembrar que de 2005 para cá, quase todas as categorias de trabalhadores no país, tiveram aumento real de salários. Os jornalistas, não. O que obtivemos na última negociação salarial foi a fixação de um piso salarial e a reposição da inflação. Então, tá mais que na hora de também sermos tratados como toda a classe trabalhadora brasileira e receber aumento real.

Salário Mínimo teve ganho real
O salário mínimo teve em 2008 um aumento de 9,21%. Desse percentual, parte é da inflação do período, calculada pelo INPC, acrescido de percentual idêntico ao do crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, no caso, foi de 3,75%. Ora, se o Mínimo teve aumento real, nós também queremos, merecemos, afinal, as empresas lucraram muito nos últimos anos.