Mesmo com aumento de anúncios, Rede Tribuna (Nassau) faz cortes salariais seletivos

Apesar de estampar em suas páginas reportagens contra os mais diversos tipos de assédio e preconceito, a direção da Rede Tribuna (Nassau Editora Rádio e TV LTDA) não parece seguir a linha editorial do próprio veículo.
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Sem buscar nenhum diálogo com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Espírito (Sindijornalistas/ES), como determina a Constituição Federal, a empresa tem obrigado os jornalistas a assinar acordos individuais, reduzindo seus salários.
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Propostas essas que foram apenas comunicadas aos profissionais, sem apresentação de nenhuma contrapartida, até mesmo antes da Medida Provisória 936 ser sancionada, o que caracteriza má fé da empresa. Apesar de precarizar as relações de trabalho, a MP impõe regras para redução de jornada e salarial.
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O sindicato recebe com indignação os relatos sobre os cortes nos salários e de que a redução foi determinada para alguns jornalistas, o que caracteriza tratamento discriminatório em relação aos profissionais que exercem as mesmas funções.
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Aos jornalistas que tiveram seus salários reduzidos, também não foi apresentada nenhuma prova de queda nos rendimentos do grupo, como balanços de receitas e despesas, e nem sequer foi fornecida opção de complementação do valor reduzido.
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Pelo contrário: é notável o aumento de anúncios na edição impressa, inclusive com caderno de classificados no final de semana, situação muito melhor do que a apresentada antes da pandemia do novo coronavírus.
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Assim que o Sindijornalistas/ES foi procurado por vários profissionais, encaminhou notificação à direção da empresa, mas até o momento não obteve nenhum retorno.
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Diante aos fatos, o sindicato já estuda as medidas jurídicas cabíveis, bem como denúncias aos organismos competentes para que a Rede Tribuna cumpra os devidos preceitos constitucionais no que se refere à garantia dos direitos dos trabalhadores.