Oficina de jornalismo cultural destaca a responsabilidade social dos profissionais da área

IMG_20160831_194718806 (1)O Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo realizou na última quarta-feira (1/8), em sua sede, no centro de Vitória, a primeira oficina de uma série programada pela atual gestão. A próxima atividade será no dia 29/9 e terá como tema Assessoria de Imprensa: planejamento na era das redes sociais.

Ministrada pela professora e jornalista Ivana Esteves, também assessora de imprensa do Sesi, a oficina Jornalismo Cultural contou  com a participação de profissionais de TV, blogs, revista especializada  e estudantes de Comunicação. Uma turma interessada em desvendar os desafios da área e em compreender o papel social dos profissionais na produção de notícias, seja local, nacional ou internacional.

“O jornalista cultural dinamiza e documenta o campo artístico cultural, age na formação do público e fornece parâmetros de valor para interpretação”, disse Ivana Esteves. Ela lembrou que para informar melhor o leitor, o telespectador e/ou o ouvinte, é necessário que o profissional busque sempre se especializar, em adquirir conhecimentos mais sólidos para que possa assim fundamentar seus textos, elaborar opiniões e tê-las valorizadas pelo público.

“O jornalista cultural tem que cobrir, analisar e reportar áreas culturais muito diversas, como a dança, as artes plásticas, o teatro, a música, o cinema etc. É uma área que obriga a estar permanentemente atualizado”, destacou.  No entanto, lembrou Ivana, a pressão, a urgência do próprio mecanismo de construção de notícias, e até mesmo a pouca qualificação dos jornalistas acabam por serem obstáculos à qualidade do desempenho dos profissionais.

“É preciso cuidado na transmissão das notícias, pois formamos opinião, divulgamos os artistas locais e nacionais, e ajudamos a valorizar a nossa cultura”, concluiu.  Na avaliação de Ivana, os jornalistas capixabas da área ainda não se deram conta da importância que exercem na expansão da cultura, principalmente a local, quando fazem as coberturas.

Sheyla Rodrigues, estudante de Jornalismo da Faesa, gostou da oficina promovida pelo Sindijornalistas e pretende participar das próximas. “Foi muito importante para meu crescimento pessoal e profissional. Compreendi que o jornalismo cultural não é só publicar uma notícia, divulgar um acontecimento. É você fazer parte dele, entender o contexto social, é trabalhar a favor da cultura. E quando se trata de uma cobertura local, é dar voz a artistas e a movimentos que merecem destaques”.

Rodrigo Neitzl dos Santos, também estudante da Faesa, defende um jornalismo cultural mais comprometido. E critica o pouco espaço que os jornais e TVs dedicam à cultura. “A cultura capixaba, por exemplo, é muito desvalorizada. As políticas de incentivos, as próprias leis dificultam o trabalho dos nossos artistas”, disse, avaliando que a cobertura cultural da mídia local tem se resumido muito mais a agendas de eventos.