Protestos contra mudanças que retiram direitos trabalhistas

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Manifestações em mais de capitais brasileiras marcaram, na terça-feira (16/08), o Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos. Convocado pelas centrais sindicais CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT, o protesto foi contra mudanças que estão sendo articuladas pelo governo do presidente em exercício Michel Temer nas regras trabalhistas e previdenciárias, bem como da regulamentação do processo de terceirização no país, que retiram direitos dos trabalhadores.

Em diversos locais houve paralisações parciais em locais de trabalho. Já em Pernambuco, protestos do MST paralisaram parcialmente o trânsito em rodovias. A maioria das atividades contou com passeatas que culminaram em manifestações em frente às sedes das principais federações patronais da indústria dos estados.

As mobilizações reforçaram a defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores que estão ameaçados por projetos que tramitam no Congresso Nacional e pelo governo federal. Em várias manifestações os participantes protestaram contra o governo interino e levantaram cartazes e faixas pedindo o “Fora Temer”.

No ato em Goiânia, após concentração na Praça Cívica, em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, houve passeata pelo centro da cidade até o prédio da Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás). A vice-presidente da FENAJ, Maria José Braga, representou a entidade no protesto. Em seu discurso, destacou que, além da crescente violência e precarização das relações de trabalho que se registra contra os jornalistas, e da ameaça à democracia no país, as mudanças que estão sendo articuladas nas regras previdenciárias e trabalhistas afetarão a categoria e todos os trabalhadores, por isso são combatidas pelo movimento sindical dos jornalistas.