Resposta da Rede Gazeta à notificação do Sindicato

O Sindicato dos Jornalistas publica abaixo resposta da Rede Gazeta quanto à notificação feita por esta entidade à empresa, no dia 27 de novembro, e lamenta que só tenha sido respondida após publicação de matéria sobre o caso.

Reforçamos que sempre seremos vigilantes dos princípios éticos e democráticos, bem como intransigentes na defesa ampla e irrestrita da boa convivência entre toda a categoria, que engloba jornalistas de redações, assessores de imprensa, profissionais de imagem etc.

Deixamos claro que o Sindijornalistas notificou e noticiou a ação por ser a Rede Gazeta reincidente em uma prática que já havíamos salientado ser desrespeitosa com os profissionais, além de ferir os princípios éticos e do bom relacionamento da categoria.

E como o Sindicato dos Jornalistas defende e preza os princípios universais e basilares do bom jornalismo estamos divulgando na íntegra a resposta da Rede Gazeta.
RESPOSTA DA EMPRESA

Ao Sindicato dos Jornalistas,

Em atenção à notificação do Sindicato dos Jornalistas e ao texto divulgado em seu site sob o título “Rede Gazeta é notificada por desrespeitar jornalistas assessores de imprensa”, esclarecemos que:

1) Em nenhum momento a Rede Gazeta desrespeitou assessores de imprensa ou atribuiu a eles responsabilidade ou poder de decisão que efetivamente não têm.

2) No caso em questão, sobre venda de férias não gozadas no Ministério Público, não é verdade que os assessores passaram “quase uma hora explicando todo o caso”, como diz o sindicato. Na verdade, a assessoria tão somente tentou demover a reportagem de prosseguir na apuração, de notório interesse público.

3) Em momento algum omitimos o nome dos gestores do Ministério Público, como diz o texto do sindicato. Os nomes estão devidamente publicados nas edições dos dias 19 e 23 de novembro, inclusive com foto da procuradora-geral.

4) O texto do sindicato diz que “citar nomes de jornalistas assessores como fontes que decidem ou não sobre retorno da demanda solicitada caracteriza-se como prática que fere princípios éticos”. Como já dito, em momento algum A GAZETA fez isso, e o que fere princípios éticos universais e basilares do bom jornalismo é a divulgação de uma versão sem ouvir o outro lado, como fez o sindicato, desrespeitando lição elementar, que se aprende no primeiro dia de aula do primeiro ano do Curso de Jornalismo.

5) Lamentamos que o sindicato tenha se precipitado na divulgação leviana, irresponsável e antiética de versões infundadas, comportando-se dessa forma como sindicato unicamente de assessores de imprensa, e não de jornalistas que estão em busca da verdade.

6) Assessores de imprensa do Ministério Público ou de qualquer órgão público são pagos com dinheiro público e devem atuar como ponte entre a imprensa e o órgão em que trabalham, em nome da transparência e do interesse do leitor. Ignorar demanda de repórteres é atitude antiética e contrária ao interesse público. Citar ou não o nome de assessores pagos pelo povo é prerrogativa exclusiva do jornal.

7) Certa de sua conduta ética, responsável e transparente, A GAZETA seguirá produzindo jornalismo profissional em defesa do interesse do cidadão.

Abdo Chequer e André Hees