Salário de jornalistas já acumula perda de 5,90% com a inflação

A perda acumulada no período de 12 meses, a contar da última negociação (data-base 1º de maio/2007) já beira os 6% (5,90% segundo o INPC/IBGE). Isso até o dia 30 de abril. Nesta quinta-feira, dia 26/06, o Sindijornalistas inicia com o Sertes e o Sindjores (sindicatos patronais) as primeiras discussões da pauta de reivindicações já encaminhada. Os jornalistas vão buscar recompor o poder de compra dos salários – corroído pela inflação – e obter 5% de ganho real. Além disso, a categoria quer auxílio alimentação (tíquete alimentação/refeição) de R$15,00 por dia. 

“Basta de 1%! Vamos batalhar por 5% de aumento real nos salários e nos pisos salariais”, disse a presidente do Sindijornalistas Suzana Tatagiba. Ela se referia à conhecida proposta dos donos dos jornais, tevês e rádios, que todo ano repetem a mesma ladainha: 1% de reajuste sobre o acumulado da inflação. E ela foi além: “Um absurdo! Um desrespeito com os jornalistas”. 

Suzana lembra que os rodoviários conquistaram 7% e outras vantagens; os trabalhadores do vestuário de Colatina e região conquistaram 10,22% (4,42% de aumento real) e os garis e outros trabalhadores do Asseio e Conservação tiveram mais 9% e um bom aumento no valor do tíquete. “Portanto, não queremos ficar discutindo reposição do índice de inflação. Perda salarial se repõe e pronto. O que queremos ver é o aumento real nos salários”, reafirmou a presidente. 

Auxílio alimentação aumenta a produtividade 
A outra, das principais reivindicações dos jornalistas é o tíquete alimentação/refeição de R$ 15 diários. Aliás, as empresas só teriam vantagens em fornecer o benefício. De cara, poderiam deduzir até 4% (quatro por cento) no imposto de renda devido. Segundo o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) – que foi instituído em 1976 e regulamentado em 1991, como prioridade para atender ao trabalhador de baixa renda, isto é, aqueles que ganham até cinco salários mínimos mensais (R$. 2.075,00 – março/2008) – só traz vantagens para as empresas, o governo federal e o trabalhador. Veja:

Para as empresas:
Aumento de produtividade;  maior integração entre trabalhador e empresa; redução do absenteísmo (atrasos e faltas);  redução da rotatividade;  isenção de encargos sociais sobre o valor da alimentação fornecida e  incentivo fiscal (dedução de até 4% no imposto de renda devido). Para o trabalhador:Melhoria de suas condições nutricionais e de qualidade de vida; aumento de sua capacidade física; aumento de resistência à fadiga; aumento de resistência a doenças e redução de riscos de acidentes de trabalho. 

Para o Governo:
Redução de despesas e investimentos na área da saúde; crescimento da atividade econômica e bem-estar social, aliás, essa é a função principal do Estado. 

De acordo com o artigo 4º da Portaria nº 3 de 1 março de 2002, a participação financeira do trabalhador fica limitada a 20% do custo direto da refeição. Segundo a Legislação do PAT, o benefício concedido ao trabalhador não poderá ser dada em espécie (dinheiro). Dentro do Programa existem várias modalidades que poderão ser adotadas pela empresa: 

– Serviço Próprio – A empresa prepara a alimentação do seu trabalhador no próprio estabelecimento
– Administração de Cozinha

– Uma outra empresa (terceirizada) produz a alimentação dentro do refeitório da sua empresa. – Alimentação-Convênio

– Chamado de Tíquete alimentação. O funcionário o utiliza para comprar os alimentos no supermercado

– Refeição-Convênio – Tíquete refeição, o funcionário poderá usar para almoçar/jantar/lanchar em qualquer restaurante credenciado ao PAT

– Refeições transportadas – Uma outra empresa prepara a alimentação e leva até os funcionários (no caso comum, a marmita)

A empresa poderá também fazer um convênio com um restaurante, para que seus funcionários recebam a alimentação, isso poderá ocorrer desde que as duas sejam cadastradas no PAT. Essa modalidade faz parte de Refeições Transportadas.

– Cesta de Alimentos – A empresa compra cestas de alimentos de empresas credenciadas ao PAT e fornece aos seus funcionários. Outras informações no site do MTE http://www.mte.gov.br/