Sindicato convoca jornalista a votar por uma constituinte exclusiva

Acontece de 1º a 7 de setembro, a Semana Nacional de Luta pela Reforma Política Democrática, com a realização do  Plebiscito Popular da Constituinte Exclusiva e Soberana do sistema político. No Espírito Santo, centenas de urnas (veja link) estão espalhadas por vários pontos do Estado colhendo votos da população em resposta somente a uma pergunta: você é favor de uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político?

O Sindicato dos Jornalistas no Espírito Santo e a Fenaj integram a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e a Campanha Nacional pelo Plebiscito Popular da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, e, portanto, orientam a todos os jornalistas a votarem neste movimento popular.

Marília Poletti, presidente do Sindijornalistas, e Celso Schröder, presidente da FENAJ, destacam a importância de todos os jornalistas na divulgação desta Semana de Mobilização na imprensa, em órgãos alternativos e de entidades, em seus canais na internet como sites e redes sociais. Também a participação nas mesas de coleta de assinaturas e votando. ”Este é um movimento democrático importantíssimo para o país”, ressaltam os presidentes das entidades de classe da categoria.

A Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, construída em torno de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, propõe o financiamento democrático das campanhas eleitorais, eleições proporcionais em dois turnos, paridade de gênero nas listas de candidatos e o fortalecimento dos mecanismos de participação popular direta, entre outros pontos. Já a Campanha Nacional pelo Plebiscito Popular da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, integrada por 348 organizações e movimentos nacionais, está organizando esta consulta popular sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva.

Observando que as mobilizações de junho de 2013 demonstraram os limites de nosso sistema e configuraram uma crise de representação política no Brasil, colocando na ordem do dia as reformas estruturantes e a necessidade de uma reforma política democrática, os proponentes consideram que qualquer mudança no sistema político pressupõe uma ampla mobilização unitária da sociedade, nos moldes do que foi a Campanha das “Diretas Já”.

Em nota conjunta emitida no dia 16 de julho, os dois movimentos manifestaram unidade na identificação dos problemas centrais que impedem um sistema verdadeiramente representativo da maioria da sociedade. Entre eles, a influência do poder econômico nas eleições, um sistema que privilegia pessoas e não propostas para enfrentar os problemas do País, a sub-representação da classe trabalhadora, das mulheres, negros e povos indígenas e a fragilidade dos mecanismos de democracia direta.

No balanço das assinaturas de apoio ao Projeto de Iniciativa Popular, a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas computou até o momento 151.509 assinaturas físicas e 171.260 assinaturas eletrônicas, num total de 322.769. Após as eleições será feito um novo balanço das assinaturas e realizada uma reunião ampliada visando fixar os rumos da campanha em defesa do Projeto de Iniciativa Popular de reforma política democrática.

CONFIRA AQUI OS Locais de Votação no ES

Mais informações estão disponíveis nos sites da Coalizão pela Reforma Política Democrática e da Campanha Nacional pelo Plebiscito Popular da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político .