Sindicatos e movimentos sociais exigem cumprimento da Lei da Ficha Limpa

 Na próxima quinta-feira (16) sindicatos e movimentos sociais irão reivindicar o julgamento imediato dos processos de improbidade administrativa, baseados na Lei da Ficha Limpa. A manifestação será às 12h, em frente ao Tribunal de Justiça, na Enseada do Suá, em Vitória. O ato é uma iniciativa do Comitê Popular de Acompanhamento Eleitoral, do qual fazem parte diversas entidades, entre elas, o Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Transparência Capixaba e Sindibancários.
Segundo o secretário executivo do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Luís Inácio, o objetivo da manifestação é lutar pelo julgamento dos processos de improbidade administrativa dos candidatos que estão disputando as eleições 2010. De acordo com ele, se condenados, eles terão que se retirar do pleito. “A justiça está encarando esses processos com muita morosidade, pois a maioria deles já tem mais de três anos”, afirma Luís Inácio.

Para a secretária geral do Sindijornalistas Sueli de Freitas a morosidade da justiça impede a transparência do processo eleitoral. “Nossa expectativa é que esses processos sejam julgados. É fundamental que a sociedade saiba quais são os políticos que têm ou não ficha limpa. Isso é importante para a escolha de um candidato”, diz.

Durante a manifestação serão fincadas no jardim do Tribunal de Justiça cruzes com o nome dos candidatos que devem ser julgados e o número do processo de cada um deles. Também haverá o Comando de Caça aos Corruptos, que irá lavar a escada que dá acesso ao Tribunal de Justiça.

O Comitê Popular de Acompanhamento Eleitoral foi criado no último dia 20 de agosto por meio de uma articulação impulsionada pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos. De acordo com Luís Inácio, o objetivo é lutar não somente pela transparência no processo eleitoral, mas também nos mandatos. “Um dos próximos passos que pensamos em dar é a estruturação do Grupo de Acompanhamento do Legislativo (Gal) na Assembleia Legislativa”, afirma .

O Gal é formado por integrantes da sociedade civil organizada que assistem as sessões e relatam as atividades dos legisladores em um informativo distribuído nas comunidades. Alguns dos pontos abordados são frequência nas sessões, projetos apresentados, projetos aprovados, entre outros. Na Grande Vitória a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória (CJP) está articulando a atuação do Gal nos municípios de Vila Velha, Vitória, Serra e Cariacica.